Arquivo para Agosto 16th, 2007

16
Ago
07

As 34 manias de pobre…

* Tomar cerveja em copo de requeijão.
* Esquentar a ponta da bic para ver se ela volta a funcionar.
* Andar pendurado na porta do ônibus.
* Lamber a tampa metálica do iogurte.
* Colocar bombril na antena da televisão.
* Colocar sunga, maiô ou biquini e tomar sol na laje ou atrás da casa.
* Correr atrás do guarda-sol na praia, gritando: “pega, pega”.
* Entrar, de loja em loja, olhando os preços e dizer ao vendedor: “Só estou dando uma olhadinha”..
* Ir ao estádio de futebol, entrar nas gerais e pular para as sociais.
* Fazer jogo de futebol com times camisa e sem camisa.
* Ficar balançando lâmpada queimada para ver se ela volta a funcionar.
* Ir para o trabalho de bicicleta e dizer que é para entrar em forma.
* Aproveitar garrafas plásticas de refrigerante e colocar água na geladeira.
* Acender latinha com álcool no banheiro, nos dias frios.
* Secar tênis atrás da geladeira.
* Receber visita e mostrar a casa toda.
* Decorar vaso com flor de plástico.
* Guardar refrigerante com colher na boca para não perder o gás.
* Comprar carro novo e não tirar o plástico do banco só para dizer que é novo.
* Amarrar cachorro com fio de luz.
* Lamber a ponta da borracha para apagar o erro.
* Usar pregador de roupa para fechar sacos de arroz, açúcar, macarrão, etc…
* Jogar algodão na árvore de natal para dar efeito de neve.
* Passar cuspe no cotovelo para amaciar.
* Guardar sobras de sabonete para fazer uma bola só.
* Convidar amigos para um churrasco no seu aniversário e mandar cada um levar uma coisa.
* Consertar tira de sandália havaiana com grampeador.
* Enfeitar a estante da sala com lembranças de casamento.
* Passar fio dental e depois cheirar para ver se o dente está podre.
* Tirar cera do ouvido com a chave do carro ou com a tampa da caneta.
* Fazer a barra da calça com fita crepe.
* Sair correndo para pegar um ônibus que já está saindo do ponto.
* Subir na laje para mexer na antena e ficar gritando: “Melhorou?”.
* Guardar cueca velha para passar cera no carro.
* Ir ao restaurante e, antes de fazer o pedido, perguntar se aceita ticket.
Vai dizer que você nunca fez uma dessas?

16
Ago
07

SACOS PLÁSTICOS

André Trigueiro: pós-graduado em meio ambiente, jornalista, redator e apresentador do Jornal das 10, da Globonews, desde 1996.
“Creio que um dos primeiros presentes que recebi de meus sogros em Viena foram 2 bolsas de algodão para ir ao Supermercado. Depois compreendi”.

No Brasil os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalam em saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora. Não importa o tamanho do produto que se tenha à mão, aguarde a sua vez porque ele será embalado num saquinho plástico. O pior é que isso já foi incorporado na nossa rotina como algo normal, como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco plástico. Nossa dependência é tamanha que quando ele não está disponível costumamos reagir com reclamações indignadas.

Quem recusa a embalagem de plástico é considerado, no mínimo, exótico.
Outro dia fui comprar lâminas de barbear numa farmácia e me deparei com uma situação curiosa: a caixinha com as lâminas cabia perfeitamente na minha pochete. Meu plano era levar para casa assim mesmo. Mas num gesto automático, a funcionária registrou a compra e enfiou rapidamente a mísera caixinha num saco onde caberiam seguramente outras dez.
Pelas razões que explicarei abaixo, recusei gentilmente a embalagem.

A plasticomania vem tomando conta do planeta desde que o inglês Alexander Parkes inventou o primeiro plástico, em 1862. O novo material sintético reduziu os custos dos comerciantes e incrementou a sanha consumista da civilização moderna. Mas os estragos causados pelo derrame indiscriminado de plásticos na natureza tornou o consumidor um colaborador passivo de um desastre ambiental de grandes proporções. Feitos de resinas sintéticas originadas do petróleo, esses sacos não são biodegradáveis e levam séculos para se decompor na natureza.

Usando a linguagem dos cientistas, esses saquinhos são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, e é impossível definir com precisão quanto tempo levam para desaparecer no meio natural. No caso específico das sacolas de supermercado, por exemplo, a matéria-prima é o plástico filme, produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD). No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, que já representa 9,7% de todo o lixo do país. Abandonados em vazadouros, esses sacos plásticos impedem a passagem da água, retardando a decomposição dos materiais biodegradáveis, e dificultam a compactação dos detritos.

Essa realidade que tanto preocupa os ambientalistas no Brasil, já justificou mudanças importantes na legislação – e na cultura – de vários países europeus.
Na Alemanha, por exemplo, a plasticomania deu lugar à sacolamania (cada um levando sua própria sacola). Quem não anda com sua própria sacola a tiracolo para levar as compras é obrigado a pagar uma taxa extra pelo uso de sacos plásticos. O preço é salgado: o equivalente a sessenta centavos a unidade. A guerra contra os sacos plásticos ganhou força em 1991, quando foi aprovada uma lei que obriga os produtores e distribuidores de embalagens a aceitar de volta e a reciclar seus produtos após o uso. E o que fizeram os empresários? Repassaram imediatamente os custos para o consumidor. Além de antiecológico, ficou bem mais caro usar sacos plásticos na Alemanha.

Na Irlanda, desde 1997 paga-se um imposto de nove centavos de libra irlandesa por cada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicar o número de irlandeses indo às compras com suas próprias sacolas de pano, de palha e mochilas.

Em toda a Grã-Bretanha, a rede de supermercados CO-OP mobilizou a atenção dos consumidores com uma campanha original e ecológica: todas as lojas da rede terão seus produtos embalados em sacos plásticos 100% biodegradáveis.

Até dezembro deste ano, pelo menos 2/3 de todos os saquinhos usados na rede serão feitos de um material que, segundo testes em laboratório, se decompõe dezoito meses depois de descartado. Com um detalhe interessante:   se por acaso não houver contato com a água, o plástico se dissolve assim mesmo, porque serve de alimento para microorganismos encontrados na natureza.

Não há desculpas para nós brasileiros não estarmos igualmente preocupados com a multiplicação indiscriminada de sacos plásticos na natureza. O país que sediou a Rio-92 (Conferência Mundial da ONU sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente) e que tem uma das legislações ambientais mais avançadas do planeta, ainda não acordou para o problema do descarte de embalagens em geral, e dos sacos plásticos em particular.

A única iniciativa de regulamentar o que hoje acontece de forma aleatória e caótica foi rechaçada pelo Congresso na legislatura passada. O então deputado Emerson Kapaz foi o relator da comissão criada para elaborar a “Política Nacional de Resíduos Sólidos”. Entre outros objetivos, o projeto apresentava propostas para a destinação inteligente dos resíduos, a redução do volume de lixo no Brasil, e definia regras claras para que produtores e comerciantes assumissem novas responsabilidades em relação aos resíduos que descartam na natureza, assumindo o ônus pela coleta e processamento de materiais que degradam o meio ambiente e a qualidade de vida.

O projeto elaborado pela comissão não chegou a ser votado. Não se sabe quando será.
Sabe-se apenas que não está na pauta do Congresso.
Omissão grave dos nossos parlamentares que não pode ser atribuída ao mero esquecimento. Há um lobby poderoso no Congresso trabalhando no sentido de esvaziar esse conjunto de propostas que atinge determinados setores da indústria e do comércio.
É preciso declarar guerra contra a plasticomania
e se rebelar contra a ausência de uma legislação específica para a gestão dos resíduos sólidos.
Há muitos interesses em jogo. Qual é o seu?

16
Ago
07

Para pensar!

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